12 de julho de 2013

O garoto do meu celular: A falta

Faltaria sempre alguma coisa. Um beijo, um abraço apertado, um olhar, um choro, um adeus. Faltaria sempre a falta dele, o espaço vazio que a ausência, inevitavelmente, traz. Falta da falta até. Há 2 meses não vejo Rick, um belo dia ele se foi, deixando o vazio, o espaço só, sem palavras, sem desculpas, sem porquês. Foi assim, acordei no paraíso e descobri que aquele espaço de paraíso foi roubado de mim.

Passei e repassei todos os momentos que passamos juntos, tentei entender cada detalhe pra ver se eu conseguia ver o ato falho, aquele motivo que o separou de mim para sempre. Eu queria conseguir jogar o anel prateado fora, tirá-lo do meu dedo. Não mais pensar nele.

Meu cabelo anda desgrenhado, minha voz sempre embargada, meus olhos sempre sonolentos. Por mais que me digam que é algo parecido com depressão, insisto que é apenas a falta. A falta dele. A falta do que poderia ter sido. A falta do que foi.

O que sobra no peito e cala na alma é a falta do adeus e de um porque. Desde que se foi, sem explicação, sem telefonemas só o que restou foi as lágrimas e o que poderia ter sido. Naquela manhã em que se atrasou poderia imaginar tudo, menos que tinha ido embora. Depois de 30 minutos de espera para ir à escola, resolvi ir até seu apartamento para conferir o que aconteceu. Qual foi a minha surpresa quando não havia ninguém lá. Procurei o João, o porteiro, e ele não sabia dizer o que tinha acontecido, só sabia que haviam ido embora. Assim, sem nenhum tipo de explicação, Ricardo foi embora.

Passei dias e horas esperando algo acontecer, meu celular tocar, uma mensagem no whatsapp. Mas nada, nada aconteceu. Depois da dor e da raiva só o que sobrou foi a falta. De certa forma sou agradecida por ter esse sentimento, sei que muita gente passa a vida inteira sem sentir o que eu senti. O que eu sinto. Um primeiro amor puro, lindo e mágico que vai ficar grudado e marcado no fundo da minha alma.

Sou agradecida por este tempo, sou agradecida pela falta, pois ela significa que tudo o que senti e vivi foi real. As ruas da Tijuca foram o palco do amor mais puro que meu coração poderia sentir. O aplicativo do celular a ponte mais doce entre dois corações. Depois de 2 meses, resolvi que está na hora de parar de esperar. Guardar o meu amor e esperar que a vida se encarregue de transformá-lo apenas em um sonho bom.

Afinal, estamos em julho, e as férias poderão me ajudar a esquecer essa dor, esquecer o espaço dentro do abraço. Liguei meu celular e mandei, o que prometi ser, a última mensagem no whatsapp para Al.

-- Falta tanto espaço dentro do abraço. Sobra toda a saudade de você!

Reuni toda a minha força e apaguei o número de Al do meu celular, uma vez que ele só dava desligado e todas mensagens no whatsapp nunca foram lidas. Outro tempo começou.

-------------------------------------------------
Em São Paulo lágrimas no rosto de um rapaz rolava sem parar...

Continua

6 comentários:

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...